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Carteira, rede e gas

Carteira é o software (ou hardware) que guarda sua chave e assina transações. Rede é onde a transação acontece. Gas é o que você paga para ela acontecer. Errar qualquer um dos três custa dinheiro — às vezes todo o dinheiro.

Esta página cobre seis pontos. Foco em autonomia operacional: ao final, você sabe abrir uma carteira, escolher rede certa e reconhecer os erros mais caros. Se algum tópico parecer básico, pula. Se algum parecer estranho, comece por ele.

Carteira cripto

Uma carteira é um par de chaves: uma pública (recebe ativos) e uma privada (assina e move). Quem tem a chave privada controla os ativos. Em DeFi, você usa carteira de autocustódia — Metamask, Rabby, Phantom — onde a chave fica com você, não com uma empresa.

Carteira de corretora (Binance, Coinbase) é diferente: a empresa guarda a chave por você. Mais simples, mais frágil, e geralmente não dá para operar pools direto dali.

Seed phrase

Quando você cria uma carteira de autocustódia, ela mostra uma sequência de 12 ou 24 palavras: a seed phrase. Quem tem essas palavras tem sua carteira inteira. Não importa se você fechou a carteira, formatou o computador ou perdeu o celular — quem tiver a frase, tem o acesso.

Regra única: anote em papel, guarde fora da internet, nunca digite num site, nunca fotografe, nunca compartilhe com ninguém. Suporte de carteira nunca pede seed phrase. Se alguém pedir, é golpe.

Rede correta

A mesma carteira opera em várias redes (Ethereum, Arbitrum, Base, Polygon, etc). Cada rede é um endereçamento separado. Enviar ativos para a rede errada pode deixar os fundos inacessíveis ou exigir suporte técnico para recuperar — e muitas vezes não há recuperação simples.

Antes de toda transação: confira a rede selecionada na carteira e a rede esperada pelo destino. Os dois precisam coincidir.

Gas

Gas é a taxa que a rede cobra para processar sua transação. Varia por dois motivos: que rede é (Ethereum L1 cobra mais que Base L2), e qual o congestionamento naquele momento. Operação simples (transferência) custa menos que operação complexa (entrar em pool concentrada com range definido).

Verifique o gas antes de assinar. Em pools rasas ou em redes caras, o gas pode comer todo o ganho.

Bridge

Bridge é o serviço que move ativos entre redes — por exemplo, USDC de Ethereum para Arbitrum. É uma das operações mais arriscadas em DeFi: bridges já estiveram entre os maiores alvos de ataques em DeFi.

Use apenas bridges de protocolos estabelecidos, confira o endereço de destino duas vezes, e nunca mande tudo de uma vez na primeira tentativa.

DEX

DEX (exchange descentralizada) é onde a pool vive. Uniswap, Aerodrome, Raydium. É o contrato inteligente que recebe seus dois ativos e vira contraparte de quem aparecer para trocar.

Você não cria conta numa DEX. Você conecta a carteira, aprova o uso dos ativos, e opera. Quando termina, desconecta. Nada fica logado.

Os três erros que mais custam dinheiro a iniciantes:
  1. Enviar para a rede errada (fundos podem ficar inacessíveis).
  2. Expor a seed phrase (carteira drenada).
  3. Aprovar contrato desconhecido com permissão infinita (golpe lento).

Os três são evitáveis. Bastam 30 segundos de conferência antes de assinar.

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